Como eu havia dito, quero às vezes postar uma ou outra música israelense por aqui. E por quê? Primeiro por que gosto e em segundo porque acredito que não há nada melhor pra se demonstrar partes de uma cultura do que a expressão musical da mesma. Lógico que a música não "expõe" toda uma cultura, porque cada sociedade tem infinitos tipos de expressões musicais, cada uma de acordo com um segmento dessa mesma sociedade, mas de qualquer maneira, se pode aprender muito.
Essa música que vou postar é de um cantor e compositor muito famoso em Israel, Shlômo Artzi. Ele já é um cantor consagrado que iniciou sua carreira pelos idos dos anos 60 e possui uma audiência em todas as faixas etárias, sendo apreciado pelos mais velhos, pelos adultos e pelos mais jovens também.
Yareach, na minha opinião é uma das mais lindas músicas dele. Fala das lembranças de alguém relacionadas a Lua (Yareach em hebraico).
Você também pode ver a letra e a tradução e a transliteração no blog Shirim em Português
As impressões, a vida, os sonhos de um imigrante (oleh hadash) brasileiro em Israel
sábado, 4 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Frase do Dia!
" A vitória contada em detalhes se distingue muito pouco da derrota."
Por Jean Paul Sartre
Por Jean Paul Sartre
Israel e Suas Curiosidades : Café!
Quando alguém decide imigrar, da maneira correta e legal, costuma antes fazer uma longa pesquisa pra saber as condições da nova vida que ele vai encontrar na nova sociedade.
Como minha imigração foi um projeto de longo prazo, tive tempo de me preparar psicológicamente e buscar conhecer ao máximo as diferenças que iria encontrar pela frente. Mesmo assim, não é possível prever tudo. Até porque nossa vida é cercada de milhões de coisas, hábitos, imagens, símbolos e sensações que não nos damos conta e não percebemos de maneira consciente, mas que fazem parte de nosso ser e de nossa vida.
Assim, ninguém jamais ao sair de seu país, poderia imaginar que um hábito tão simples como o de "tomar café" poderia sofrer uma mudança tão grande. Até porque no caso de alguns produtos de consumo básico, é sabido que se pode encontrá-los no mundo inteiro! Porém há uma questão aqui. Que todo mundo no mundo inteiro toma café, isso é ponto pacífico, mas COMO que se toma esse café, é uma outra questão.
No Brasil estamos mais do que habituados ao nosso querido café em pó, que tem que ser devidamente "passado" com água quente e filtrado, ou em coador de pano ou de papel. Raramente se toma café solúvel. Assim, sempre temos café no bule ou na garrafa térmica ou em alguma jarra especial para mantê-lo aquecido e fresco.
Bem, aqui em Israel não funciona assim e como sofri por isso.
O israelense em geral toma um outro tipo de café que não se encontra facilmente no Brasil, somente em casas árabes. É o café turco. Esse café tem o pó bem mais grosso que o nosso e é bem mais forte. Diferentemente de nós, o israelense não prepara o café antes em grande quantidade para serví-lo, mas cada pessoa prepara o seu próprio café individualmente. Como? Ele pega um copo (aqui é normal tomar café em copos de vidro e não em chícaras), coloca uma medida de pó de café segundo a sua preferência, acrescenta água quente e por último o açucar, mexendo bem e deixando baixar o pó, para depois tomá-lo.
No sul do Brasil e no interior de São Paulo eu sei que os vaqueiros, tropeiros e trabalhadores do campo as vezes faziam um café semelhante pela falta do coador, e era chamado de café de tropeiro. Mas isso nunca foi um hábito e sim uma improvisação. Aqui é o modo corrente.
Esse café é muito forte e conheço muita gente que veio da América do Sul e não se acostumou com ele. Alguns tiveram dor de barriga, outros cólicas e outros como eu, palpitações e insônia das brabas!
A segunda alternativa mais comum por aqui é o café soluvel. O problema é que ele tem um gosto horrível e em geral para se poder tomá-lo, é necessário acrescentar leite.
Por falar nisso, quando alguém aqui fala em nescafé, não esta falando na marca que nós conhecemos aí no Brasil, mas esta se referindo a tomar café solúvel com leite! Fiz muita confusão no começo, porque as pessoas me ofereciam café, e eu não queria o turco, mas o solúvel. Então elas me ofereciam nescafé e eu pensava que ia receber café solúvel preto, mas vinha com leite!
Uma outra alternativa é pedir o café expresso num Beit Café. Beit Café é o que chamamos de Cafeteria no Brasil. Aqui em Israel os Batei Café estão no lugar dos bares brasileiros. Eles não vendem bebidas alcoólicas, mas estão em cada esquina, shoppings, hospitais, faculdades, estações de ônibus e trens. O Beit Café é uma mania nacional.
No fim, como morro de saudades do cafezinho brasileiro, igual o que minha avó passava no coador de pano, quentinho e fresquinho, forte com pouco açucar. Igual aquele só quando voltar ao Brasil pra passear.
Enquanto isso não acontece, vou me virando com o café solúvel da Nestleh. É o mais próximo do que se pode chamar de café, pelo menos pra mim!
Por último, um comercial israelense da marca mais famosa daqui, da Elite. O enredo não se passa em Israel, mas na Península do Sinai, no Egito. Apesar de não estar traduzido ou legendado, fica como curiosidade.
Como minha imigração foi um projeto de longo prazo, tive tempo de me preparar psicológicamente e buscar conhecer ao máximo as diferenças que iria encontrar pela frente. Mesmo assim, não é possível prever tudo. Até porque nossa vida é cercada de milhões de coisas, hábitos, imagens, símbolos e sensações que não nos damos conta e não percebemos de maneira consciente, mas que fazem parte de nosso ser e de nossa vida.
Assim, ninguém jamais ao sair de seu país, poderia imaginar que um hábito tão simples como o de "tomar café" poderia sofrer uma mudança tão grande. Até porque no caso de alguns produtos de consumo básico, é sabido que se pode encontrá-los no mundo inteiro! Porém há uma questão aqui. Que todo mundo no mundo inteiro toma café, isso é ponto pacífico, mas COMO que se toma esse café, é uma outra questão.
No Brasil estamos mais do que habituados ao nosso querido café em pó, que tem que ser devidamente "passado" com água quente e filtrado, ou em coador de pano ou de papel. Raramente se toma café solúvel. Assim, sempre temos café no bule ou na garrafa térmica ou em alguma jarra especial para mantê-lo aquecido e fresco.
Bem, aqui em Israel não funciona assim e como sofri por isso.
O israelense em geral toma um outro tipo de café que não se encontra facilmente no Brasil, somente em casas árabes. É o café turco. Esse café tem o pó bem mais grosso que o nosso e é bem mais forte. Diferentemente de nós, o israelense não prepara o café antes em grande quantidade para serví-lo, mas cada pessoa prepara o seu próprio café individualmente. Como? Ele pega um copo (aqui é normal tomar café em copos de vidro e não em chícaras), coloca uma medida de pó de café segundo a sua preferência, acrescenta água quente e por último o açucar, mexendo bem e deixando baixar o pó, para depois tomá-lo.No sul do Brasil e no interior de São Paulo eu sei que os vaqueiros, tropeiros e trabalhadores do campo as vezes faziam um café semelhante pela falta do coador, e era chamado de café de tropeiro. Mas isso nunca foi um hábito e sim uma improvisação. Aqui é o modo corrente.
Esse café é muito forte e conheço muita gente que veio da América do Sul e não se acostumou com ele. Alguns tiveram dor de barriga, outros cólicas e outros como eu, palpitações e insônia das brabas!
A segunda alternativa mais comum por aqui é o café soluvel. O problema é que ele tem um gosto horrível e em geral para se poder tomá-lo, é necessário acrescentar leite.

Por falar nisso, quando alguém aqui fala em nescafé, não esta falando na marca que nós conhecemos aí no Brasil, mas esta se referindo a tomar café solúvel com leite! Fiz muita confusão no começo, porque as pessoas me ofereciam café, e eu não queria o turco, mas o solúvel. Então elas me ofereciam nescafé e eu pensava que ia receber café solúvel preto, mas vinha com leite!
Uma outra alternativa é pedir o café expresso num Beit Café. Beit Café é o que chamamos de Cafeteria no Brasil. Aqui em Israel os Batei Café estão no lugar dos bares brasileiros. Eles não vendem bebidas alcoólicas, mas estão em cada esquina, shoppings, hospitais, faculdades, estações de ônibus e trens. O Beit Café é uma mania nacional.
No fim, como morro de saudades do cafezinho brasileiro, igual o que minha avó passava no coador de pano, quentinho e fresquinho, forte com pouco açucar. Igual aquele só quando voltar ao Brasil pra passear.
Enquanto isso não acontece, vou me virando com o café solúvel da Nestleh. É o mais próximo do que se pode chamar de café, pelo menos pra mim!
Por último, um comercial israelense da marca mais famosa daqui, da Elite. O enredo não se passa em Israel, mas na Península do Sinai, no Egito. Apesar de não estar traduzido ou legendado, fica como curiosidade.Valores Relativos!

Esta charge foi publicada primeiramente no Jerusalem Post e depois traduzida e publicada no site "De Olho na Mídia". A mensagem é bem clara! Quando se trata de um crime perpetrado por outras nações, nada se comenta, mas qualquer atitude tomada pelos israelenses, ainda que não seja um crime em si, será fortemente condenada. Prova que o anti-semitismo não morreu!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
TODA A Verdade Seja Dita!
Que a situação em Gaza é bastante complicada e precária, não é segredo!
Nós, israelenses e nosso governo preferíriamos que não fosse assim, mas o problema do Território da Faixa de Gaza é para nós um problema de segurança nacional.
Nosso bloqueio das fronteiras de Gaza e o bloqueio marítimo são necessários para impedir que radicais islâmicos xiitas entrem em Israel e utilizem Gaza como uma base militar de ataque ao país.
Só pra você poder entender a situação, vou fazer uma comparação. Imagine O Estado de SãoPaulo. A cidade de São Paulo. Bem, de repente a Argentina invade todo o litoral paulista, de Santos até Cananéia, na divisa com o Paraná. Então começa a guerra. A Argentina ataca o Estado de São Paulo pelo litoral. Não invade, mas atira mísseis nas cidades ao redor do litoral, aterrorizando a população.
O que acontece aqui é bem assim. E é um problema de difícil solução, porque mesmo que Israel concedesse todas as exigências do Hamas, mesmo assim eles iriam continuar atacando Israel, porque eles já disseram que JAMAIS vão reconhecer Israel e que Israel TEM QUE SER DESTRUÍDO!
Mesmo assim Israel tem "preservado" a Faixa de Gaza e poupado sua população de algo bem pior que poderia ser feito.
Pena que ninguém vê isso. Se morre um terrorista do Hamas toda a imprensa cai matando encima de Israel, mas quando algo de bom sobre Israel e sua maneira humanitária de tentar tratar do problema acontece, ninguém fala nada, ou se fala, isso ocorre muito tímidamente.
É o que ocorre com uma reportagem do site da Globo. Veja o que diz o repórter nesse trecho:
"Isso deixa Gaza suspensa, em uma situação de miséria que desafia qualquer categorização. É claro, o lugar é povoado e pobre, mas está melhor que quase todas as regiões da África e parte da Ásia. Não existe subnutrição aguda, as taxas de mortalidade infantil se comparam às de países como o Egito e a Jordânia, segundo Mahmoud Daher, da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Isso se deve ao fato de que, apesar de Israel e Egito fecharem suas fronteiras durante os últimos três anos, em um esforço para pressionar o Hamas, Israel distribui ajuda diariamente, permitindo a entrada de cerca de cem caminhões com alimentos e remédios. Oficiais militares de Tel Aviv contam as calorias, para evitar um desastre. A agência da ONU para refugiados palestinos administra escolas e clínicas médicas, que são limpas e eficientes".
É claro que existem todos os outros problemas, e nós sabemos e reconhecemos isso. Só não somos os únicos culpados por eles. Se a população de Gaza quizesse realmente a paz, já estariam nela, porque Israel desocupou o território a mais de três anos!
Deixo a dica para que você leia o artigo que eu citei acima. Você pode lê-lo aqui!
A verdade é sempre como uma moeda. Ela tem duas faces. Pra compreender a verdade, você sempre precisa ver os dois lados da mesma moeda. Senão corremos o risco de sempre termos uma idéia parcial da verdade, e verdades parciais podem se parecer muito com mentiras completas! Se não concorda comigo, veja esse vídeo antigo da Folha. Muito Bom!
Nós, israelenses e nosso governo preferíriamos que não fosse assim, mas o problema do Território da Faixa de Gaza é para nós um problema de segurança nacional.
Nosso bloqueio das fronteiras de Gaza e o bloqueio marítimo são necessários para impedir que radicais islâmicos xiitas entrem em Israel e utilizem Gaza como uma base militar de ataque ao país.
Só pra você poder entender a situação, vou fazer uma comparação. Imagine O Estado de SãoPaulo. A cidade de São Paulo. Bem, de repente a Argentina invade todo o litoral paulista, de Santos até Cananéia, na divisa com o Paraná. Então começa a guerra. A Argentina ataca o Estado de São Paulo pelo litoral. Não invade, mas atira mísseis nas cidades ao redor do litoral, aterrorizando a população.
O que acontece aqui é bem assim. E é um problema de difícil solução, porque mesmo que Israel concedesse todas as exigências do Hamas, mesmo assim eles iriam continuar atacando Israel, porque eles já disseram que JAMAIS vão reconhecer Israel e que Israel TEM QUE SER DESTRUÍDO!
Mesmo assim Israel tem "preservado" a Faixa de Gaza e poupado sua população de algo bem pior que poderia ser feito.
Pena que ninguém vê isso. Se morre um terrorista do Hamas toda a imprensa cai matando encima de Israel, mas quando algo de bom sobre Israel e sua maneira humanitária de tentar tratar do problema acontece, ninguém fala nada, ou se fala, isso ocorre muito tímidamente.
É o que ocorre com uma reportagem do site da Globo. Veja o que diz o repórter nesse trecho:
"Isso deixa Gaza suspensa, em uma situação de miséria que desafia qualquer categorização. É claro, o lugar é povoado e pobre, mas está melhor que quase todas as regiões da África e parte da Ásia. Não existe subnutrição aguda, as taxas de mortalidade infantil se comparam às de países como o Egito e a Jordânia, segundo Mahmoud Daher, da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Isso se deve ao fato de que, apesar de Israel e Egito fecharem suas fronteiras durante os últimos três anos, em um esforço para pressionar o Hamas, Israel distribui ajuda diariamente, permitindo a entrada de cerca de cem caminhões com alimentos e remédios. Oficiais militares de Tel Aviv contam as calorias, para evitar um desastre. A agência da ONU para refugiados palestinos administra escolas e clínicas médicas, que são limpas e eficientes".
É claro que existem todos os outros problemas, e nós sabemos e reconhecemos isso. Só não somos os únicos culpados por eles. Se a população de Gaza quizesse realmente a paz, já estariam nela, porque Israel desocupou o território a mais de três anos!
Deixo a dica para que você leia o artigo que eu citei acima. Você pode lê-lo aqui!
A verdade é sempre como uma moeda. Ela tem duas faces. Pra compreender a verdade, você sempre precisa ver os dois lados da mesma moeda. Senão corremos o risco de sempre termos uma idéia parcial da verdade, e verdades parciais podem se parecer muito com mentiras completas! Se não concorda comigo, veja esse vídeo antigo da Folha. Muito Bom!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Toledo, onde tudo começa!

Cada um tem as suas manias, não é mesmo. A minha sempre foi uma certa curiosidade pelas minhas origens. Acho sinceramente que isto tem muito haver com minha formação psicológica, com a necessidade de raízes, de identificação e de sentido de vida. Uma necessidade de saber de onde e para onde.
Desde pequeno me aventuro pela história tentando encontrar as respostas, que por falta de dados mais específicos, sempre foram muito vagas.
O meu sobrenome judeu não é um sobrenome muito comum, o que dificulta a pesquisa. Somente aqueles mais dedicados a está área da história se recordavam de tê-lo visto, lido ou ouvido alguma vez.
Pra ajudar, esse ramo não teve grande interesse pelas américas. Já na europa é um sobrenome mais conhecido, principalmente Espanha (onde se origina), na França e no Marrocos, naturais destinos após a expulsão espanhola de 1492.
Como todo sobrenome antigo, sofreu muitas variações conforme ia sendo traduzido e reescrito nos diversos países por onde esses fugitivos da perseguições e das intolerâncias passavam.
Hachuel, Hochuel, Hatchuel, Hatuel são algumas com que me deparei tanto navegando pela internet como conversando com rabinos, professores e pessoas em geral aqui em Israel. Uma médica recém chegada aqui no país, Dra. Michell, francesa, me disse conhecer pessoas desta família tanto na França como no Marrocos.
É muito gratificante poder ir aos poucos reconstruindo a árvore da família, se bem que no meu caso ainda falta muito pra conseguir chegar a algo parecido a uma árvore. O que tenho são galhos e a raíz. O tronco está ainda perdido no tempo, em algum lugar antes de 1870 aproximadamente, momento da che
gada da família ao Brasil.Essa não é uma busca muito fácil. Leva anos pra se conseguir encontrar alguma coisa relevante, mas é uma busca emocionante. Um dia não se sabe muito de onde vieram seus antepassados, e noutro se encotra todo um fundo histórico, real, algo que explica certas coisas que até então um não podia entender.
Na desenho acima, vemos a bandeira da cidade de Toledo. É uma cidade que se situa no centro da Espanha e foi por muitos anos a capital do Reino. Era um importante centro da vida judaica sefaradí, se não a capital desse importante ramo dos judeus medievais. Alí judeus, cristãos e mulçumanos viveram séculos em quase perfeita harmonia e tolerância. Isso permitiu que nossos antepassados construíssem belas sinagogas e desenvolvessem o judaísmo na sua plena totalidade, com academias de estudo Yeshivot), e uma rica e vasta produção literária. Dalí saíram grandes mestres do Talmud que ajudaram a manter viva a fé de Abraão (Avraham Avinu) durante os anos de perseguição que viriam.
A foto mais abaixo mostra uma vista geral da cidade de Toledo, numa alta colina protegida por um lado pelo rio Tejo.
No vídeo acima pode-se ver um álbum de fotografias de Toledo, exemplos de uma beleza rara pelas misturas de elementos góticos medievais, românicos, mouros e mediterrâneos.
Dali saiu expulsa minha ancestral família. Naquelas estreitas e tortuosas ruas andaram pessoas com o mesmo sangue e código genético que o meu. Alí elas nasciam, cresciam, cumpriam seus rituais de passagem, casavam-se, tinham seus negócios e seus interesses, procriavam, envelheciam e morriam. Assim foi por gerações e gerações até que veio a expulsão e a longa caminhada que termina, no meu caso aqui em Israel. O círculo se fecha, pelo menos para mim. Estamos de volta. Nosso sangue retorna a Pátria Maior e Última do nosso Povo, Israel. Agora só me resta construir minha vida futura e legar aos meus descendentes um pouco da história dos nossos pais.
Dica : Fica aqui a dica do site do Museu Sefaradí, museo dedicado a cultura judeu-espanhola localizado em Toledo, no recinto de uma antiga sinagoga, a Sinagoga do Trânsito.
sábado, 27 de junho de 2009
O Maior Presente Que Já Recebi!
Um dia, eu e um amigo em motsaê shabath (fim de sábado) caminhavamos numa noite agradável e no meio de nossa conversa, ele me disse que tinha chegado a um ponto da vida dele em que se sentia obrigado a definir o que lhe era realmente de valor e descartar as demais coisas.
Ainda que parcialmente, tenho que concordar com ele, se bem que a intenção do meu amigo não era falar de valores, mas de interesses. Para ele o que importava era aquilo que podia atender aos seus interesses "egoístas"!
Hoje, talvez aquilo que eu tenho de maior valor na minha vida, seja justamente algo que eu não posso possuir. Quando digo de "maior", não estou diminuindo por tabela as demais coisas, mas simplesmente tentando demonstrar a posição que isso ocupa em meu ser.
Um sentimento por uma pessoa. Amei como jamais havia amado outra pessoa na minha vida. Tinha certeza de que havia encontrado a mulher da minha vida, a mãe dos meus filhos, a esposa e a amante de todos os meus dias! Mas a vida é carregada das suas ironias e hoje por mais forte que seja esse amor em meu peito, esse amor é passado. Ele vive e viverá para sempre no horizonte da minha memória e nas pulsações do meu coração, mas é algo que eu perdi.
Por isso, essa música que vou postar ( e já tinha postado no blog anterior) se torna perfeita.
É uma música em hebraico, de autoria e interpretação do Ivri Líder, cantor atual do cenário musical israelense. A música já tem dois ou três anos, é lindíssima e fala da certeza de já ter amado e de ter sido amado.
Fica como dica da cultura israelense contemporânea e como a lembrança do meu Anjo, que tanto iluminou o meu ser de esperança, alegria, beleza, sentido de vida, Amor...
Letra e tradução *(gentilmente fornecida pelo site Vagalume)
Zachit Leehov
Uch'shehashemesh nimcheket bashamaim
vehalev metaftef li
derech ha'einaim hachumot
az ani zocher sheyesh einaim
sherotzot oti karov
ani yode'a shezachiti le'ehov.
Uch'sheharu'ach ach'rei hatzohoraim
hi mefazaret anafim k'tanim
uventaim zeh naim
az ani aozher sheyesh einaim
shero'ot otikarov
va'ani yode'a shezachiti le'ehov
ani yode'a shezachiti le'ehov.
Uch'shehashemesh yotzet me'al hamaim
umatchil od yom afor uventaim ein sibah
az ani zocher sheyesh s'fataim
sherotzot oti karov
ani yode'a shezachiti le'ehov
ani zocher sheyesh s'fataim
sherotzot oti karov
ani yode'a shezachiti le'ehov.
Não amei em vão.
E quando o sol está apagado no céu
e (brotam) lagrimas do coração,
por meus olhos castanhos.
Então eu me lembro que há mãos,
que me querem por perto.
e Eu sei que não amei em vão.
E quando o vento da tarde
carrega ramos pequenos,
e o tempo é agradável.
Então me lembro que há olhos,
que me vêem por perto.
E eu sei que não amei em vão,
E eu sei que não amei em vão.
E quando o sol sai por trás das nuvens carregadas de chuva
e outro dia cinzento começa, e ainda que não haja motivos pra isso,
eu me lembro de que há lábios,
que me querem por perto.
E eu sei que não amei em vão,
então eu me lembro de que há lábios,
que me querem por perto.
E eu sei que não amei em vão!*
*Antes que os meus arrogantes, orgulhosos e superiores patrícios azquenazim (fazer o quê se além de azquenazim, a maioria tem parentes na argentina! O Santo e Bendito não teve pena deles!) começem a me atirar pedras pela tradução feita acima, quero esclarecer que SEI MUITO BEM QUE AO "PÉ DA LETRA" A TRADUÇÃO SERIA OUTRA, MAS EU PREFERI O MÉTODO DA TRADUÇÃO INTERPRETATIVA ( que tenta entender como o autor diria o mesmo se o dissesse na língua de Camões, Páh...!). Não se preocupem que a diferença entre a letra em hebraico e a MINHA tradução não é culpa de eu ser sefaradí, moreno e portanto um pária. Economizem os comentários. Obrigado.
Ainda que parcialmente, tenho que concordar com ele, se bem que a intenção do meu amigo não era falar de valores, mas de interesses. Para ele o que importava era aquilo que podia atender aos seus interesses "egoístas"!
Hoje, talvez aquilo que eu tenho de maior valor na minha vida, seja justamente algo que eu não posso possuir. Quando digo de "maior", não estou diminuindo por tabela as demais coisas, mas simplesmente tentando demonstrar a posição que isso ocupa em meu ser.
Um sentimento por uma pessoa. Amei como jamais havia amado outra pessoa na minha vida. Tinha certeza de que havia encontrado a mulher da minha vida, a mãe dos meus filhos, a esposa e a amante de todos os meus dias! Mas a vida é carregada das suas ironias e hoje por mais forte que seja esse amor em meu peito, esse amor é passado. Ele vive e viverá para sempre no horizonte da minha memória e nas pulsações do meu coração, mas é algo que eu perdi.
Por isso, essa música que vou postar ( e já tinha postado no blog anterior) se torna perfeita.
É uma música em hebraico, de autoria e interpretação do Ivri Líder, cantor atual do cenário musical israelense. A música já tem dois ou três anos, é lindíssima e fala da certeza de já ter amado e de ter sido amado.
Fica como dica da cultura israelense contemporânea e como a lembrança do meu Anjo, que tanto iluminou o meu ser de esperança, alegria, beleza, sentido de vida, Amor...
Letra e tradução *(gentilmente fornecida pelo site Vagalume)
Zachit Leehov
Uch'shehashemesh nimcheket bashamaim
vehalev metaftef li
derech ha'einaim hachumot
az ani zocher sheyesh einaim
sherotzot oti karov
ani yode'a shezachiti le'ehov.
Uch'sheharu'ach ach'rei hatzohoraim
hi mefazaret anafim k'tanim
uventaim zeh naim
az ani aozher sheyesh einaim
shero'ot otikarov
va'ani yode'a shezachiti le'ehov
ani yode'a shezachiti le'ehov.
Uch'shehashemesh yotzet me'al hamaim
umatchil od yom afor uventaim ein sibah
az ani zocher sheyesh s'fataim
sherotzot oti karov
ani yode'a shezachiti le'ehov
ani zocher sheyesh s'fataim
sherotzot oti karov
ani yode'a shezachiti le'ehov.
Não amei em vão.
E quando o sol está apagado no céu
e (brotam) lagrimas do coração,
por meus olhos castanhos.
Então eu me lembro que há mãos,
que me querem por perto.
e Eu sei que não amei em vão.
E quando o vento da tarde
carrega ramos pequenos,
e o tempo é agradável.
Então me lembro que há olhos,
que me vêem por perto.
E eu sei que não amei em vão,
E eu sei que não amei em vão.
E quando o sol sai por trás das nuvens carregadas de chuva
e outro dia cinzento começa, e ainda que não haja motivos pra isso,
eu me lembro de que há lábios,
que me querem por perto.
E eu sei que não amei em vão,
então eu me lembro de que há lábios,
que me querem por perto.
E eu sei que não amei em vão!*
*Antes que os meus arrogantes, orgulhosos e superiores patrícios azquenazim (fazer o quê se além de azquenazim, a maioria tem parentes na argentina! O Santo e Bendito não teve pena deles!) começem a me atirar pedras pela tradução feita acima, quero esclarecer que SEI MUITO BEM QUE AO "PÉ DA LETRA" A TRADUÇÃO SERIA OUTRA, MAS EU PREFERI O MÉTODO DA TRADUÇÃO INTERPRETATIVA ( que tenta entender como o autor diria o mesmo se o dissesse na língua de Camões, Páh...!). Não se preocupem que a diferença entre a letra em hebraico e a MINHA tradução não é culpa de eu ser sefaradí, moreno e portanto um pária. Economizem os comentários. Obrigado.
Frase do Dia!
"É preciso uma grande coragem para ver o MUNDO em toda a sua CORRUPTA GLÓRIA e (ainda assim) seguir amando-o!".
Frase dita por um dos personagens do filme "Um Marido Ideal".
Frase dita por um dos personagens do filme "Um Marido Ideal".
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Exemplo perfeito!
Eu tava aqui navegando meio sem rumo, na verdade tentando encontrar uma ferramente boa e avançada de estudo do hebraico e sem querer achei este vídeo do YouTube.
Pra quem não conhece hebraico não vai entender nada, mas o casal no vídeo representa dois imigrantes (Olê Hadash) que estão nas primeiras classes de Ulpan ( a escola especial de hebraico para os imigrantes em Israel) e por isso quando falam em hebraico, fazem uma salada completa, trocando os gêneros, a ordem nominal, comendo os artigos e conjunções, etc...
Pra mim que já estou saíndo do básico, é um vídeo muito engraçado, porque me fez lembrar justamente o meu tempo de Ulpan, lá no Merkáz HaKlitáh Ye'elim, de Beer Sheva. Lembro-me bem que eramos imigrantes de pelo menos seis a oito países, como Ucrânia, Russia, EUA, Argentina, Austrália, Índia, etc... uma verdadeira Torre de Babel, e como queríamos falar uns com os outros, tinhamos que usar o pouco hebraico que possuíamos. O resultado era bem parecido com o do vídeo, que é excelente!
Se vocês quizerem dar uma olhada em outros vídeos relacionados com o estudo do hebraico, deêm uma olhada na minha "PlayList" da minha Conta no YouTube. Segue abaixo o link:
http://www.youtube.com/view_play_list?p=265ED48B62DAA0CC
Pra quem não conhece hebraico não vai entender nada, mas o casal no vídeo representa dois imigrantes (Olê Hadash) que estão nas primeiras classes de Ulpan ( a escola especial de hebraico para os imigrantes em Israel) e por isso quando falam em hebraico, fazem uma salada completa, trocando os gêneros, a ordem nominal, comendo os artigos e conjunções, etc...
Pra mim que já estou saíndo do básico, é um vídeo muito engraçado, porque me fez lembrar justamente o meu tempo de Ulpan, lá no Merkáz HaKlitáh Ye'elim, de Beer Sheva. Lembro-me bem que eramos imigrantes de pelo menos seis a oito países, como Ucrânia, Russia, EUA, Argentina, Austrália, Índia, etc... uma verdadeira Torre de Babel, e como queríamos falar uns com os outros, tinhamos que usar o pouco hebraico que possuíamos. O resultado era bem parecido com o do vídeo, que é excelente!
Se vocês quizerem dar uma olhada em outros vídeos relacionados com o estudo do hebraico, deêm uma olhada na minha "PlayList" da minha Conta no YouTube. Segue abaixo o link:
http://www.youtube.com/view_play_list?p=265ED48B62DAA0CC
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Quanto vale uma Vida?
É incrível a hipocresia humana.
Quando houve o ataque israelense contra Gaza, sempre ficou muito claro que o objetivo do Estado de Israel era atingir e destruir o poderio terrorista que havia se implantado ali. Infelizmente, esses "mártires do Islã", usavam escolas, hospitais, residências e prédios da O.N.U. como escudos, obrigando muitas vezes a perdas desnecessárias de vidas inocentes.
Naquele instante, a imprensa mundial "caiu de pau" sobre Israel, e nós judeus do mundo inteiro fomos acusados dos mais absurdos crimes. A imprensa brasileira não ficou atrás e destilou todo o seu veneno com matérias tendenciosas e duvidosas, que não tinham a menor base nos reais fatos, salvo algumas excessões.
Agora, novamente, como em tantas outras ocasiões, no mundo se repete outro conflito bélico, entre regiões étcnicas com verdadeiros (agora sim verdadeiros e expressivos) massacres, mas sem a menor atenção do jornalismo mundial e brasileiro. Por que será? Será que falar mal de Israel e dos judeus dá mais lucro? Vende mais? Ou será que é somente um sentimento anti-semita que sempre espera a oportunidade de se mostrar e tentar convencer de que Israel e os judeus são os culpados por todos os problemas do mundo?
Bem. Espero que leiam o artigo do "Estadão", que muito silenciosamente fala desse massacre de civís, crianças, idosos, mas que não mereceu a atenção devida.
Também segue um comentário de um site da comunidade judaica que cuida de analizar e denunciar o tendencialismo na mídia contra Israel e contra os judeus de uma maneira em geral.
E terminando, deixo minha pergunta final.
Será que as vidas dos palestinos de Gaza valem muito mais do que as vidas dos cidadãos do Sri Lanka?
Reportagem do Estadão:
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger378934,0.htm
De Olho na Mídia:
http://www.deolhonamidia.org.br/Comentarios/mostraComentario.asp?tID=417
Onde estão as fotos das crianças mortas no Sri Lanka?
Onde estão os protestos mundiais contra o massacre no Sri Lanka?
Pessoalmente, acho que todas as vidas tem o mesmo valor. Pena que o Islã (de maneira geral) e a mídia ocidental não pensem assim!
Algumas fotos podem ser vistas aqui!:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/05/14/ult1859u977.jhtm
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090512_srilankacruzvermelhafn.shtml
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/sri-lanka-tigres-tamil-rebeldes-escudos-humanos-tvi24-ultimas-noticias/1057277-4073.html
Quando houve o ataque israelense contra Gaza, sempre ficou muito claro que o objetivo do Estado de Israel era atingir e destruir o poderio terrorista que havia se implantado ali. Infelizmente, esses "mártires do Islã", usavam escolas, hospitais, residências e prédios da O.N.U. como escudos, obrigando muitas vezes a perdas desnecessárias de vidas inocentes.
Naquele instante, a imprensa mundial "caiu de pau" sobre Israel, e nós judeus do mundo inteiro fomos acusados dos mais absurdos crimes. A imprensa brasileira não ficou atrás e destilou todo o seu veneno com matérias tendenciosas e duvidosas, que não tinham a menor base nos reais fatos, salvo algumas excessões.
Agora, novamente, como em tantas outras ocasiões, no mundo se repete outro conflito bélico, entre regiões étcnicas com verdadeiros (agora sim verdadeiros e expressivos) massacres, mas sem a menor atenção do jornalismo mundial e brasileiro. Por que será? Será que falar mal de Israel e dos judeus dá mais lucro? Vende mais? Ou será que é somente um sentimento anti-semita que sempre espera a oportunidade de se mostrar e tentar convencer de que Israel e os judeus são os culpados por todos os problemas do mundo?
Bem. Espero que leiam o artigo do "Estadão", que muito silenciosamente fala desse massacre de civís, crianças, idosos, mas que não mereceu a atenção devida.
Também segue um comentário de um site da comunidade judaica que cuida de analizar e denunciar o tendencialismo na mídia contra Israel e contra os judeus de uma maneira em geral.
E terminando, deixo minha pergunta final.
Será que as vidas dos palestinos de Gaza valem muito mais do que as vidas dos cidadãos do Sri Lanka?
Reportagem do Estadão:
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger378934,0.htm
De Olho na Mídia:
http://www.deolhonamidia.org.br/Comentarios/mostraComentario.asp?tID=417
Onde estão as fotos das crianças mortas no Sri Lanka?
Onde estão os protestos mundiais contra o massacre no Sri Lanka?
Pessoalmente, acho que todas as vidas tem o mesmo valor. Pena que o Islã (de maneira geral) e a mídia ocidental não pensem assim!
Algumas fotos podem ser vistas aqui!:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/05/14/ult1859u977.jhtm
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090512_srilankacruzvermelhafn.shtml
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/sri-lanka-tigres-tamil-rebeldes-escudos-humanos-tvi24-ultimas-noticias/1057277-4073.html
domingo, 21 de junho de 2009
Frase do Dia!
"Somente dentro de si mesmo o homem pode encontrar a(s) solução(ões) para o(s) seu(s) dilema(s)".
Dito por muitos, mas praticado por poucos...
Dito por muitos, mas praticado por poucos...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Lutando contra o Descontentamento!
Bom, mais uma faze nova, depois de apagar completamente meu blog por já duas vezes, espero que agora eu consiga me auto-satisfazer com essa nova proposta.
O primeiro, que construí logo após que cheguei em Israel em 2006, acabou se tornando um caderno de filosofia. Nele apenas discorria sobre minhas idéias e pensamentos, de maneira bem cansativa e pouco interessante para quem estaria lendo.
No segundo, consegui iniciar a proposta de transmitir um pouco de Israel, mas como estava sem tempo, acabei somente postando vídeos do YouTube com alguns comentários, e depois acabei descambando pra uma direção pessoal, onde comecei a postar vídeos de músicas que tinham a ver com uma relação que eu estava tendo.
Desta vez quero ver se consigo diversificar um pouco mais. Como estou um pouco doente e com licença médica, talvez sobre mais tempo pra postar minhas milhares de fotos que tenho tirado nesses anos daqui, da Terra Santa e assim possa transmitir um pouco da cultura, dos costumes, das curiosidades e do dia-a-dia de Israel, dos israelenses e como nós os Olim Hadashim nos relacionamos a tudo isso.
Para aqueles que me honrarem com sua visita, amigos ou desconhecidos, muito obrigado e espero que gostem, comentem, critiquem e ajudem na construção desta proposta.
Um grande abraço a todos, direto de Israel.
P.S. Gravei esse vídeo no dia de Yom HaAtzmaut de 2007, num passeio que fiz com a Yeshivat Machon Meir. Estávamos nas colinas visinhas de Jerusalém, na saída para Tel Aviv, num ponto histórico, que foi palco das batalhas pela reconquista e liberação da Capital na Guerra da Independência. Uma visão panorâmica impressionante!
O primeiro, que construí logo após que cheguei em Israel em 2006, acabou se tornando um caderno de filosofia. Nele apenas discorria sobre minhas idéias e pensamentos, de maneira bem cansativa e pouco interessante para quem estaria lendo.
No segundo, consegui iniciar a proposta de transmitir um pouco de Israel, mas como estava sem tempo, acabei somente postando vídeos do YouTube com alguns comentários, e depois acabei descambando pra uma direção pessoal, onde comecei a postar vídeos de músicas que tinham a ver com uma relação que eu estava tendo.
Desta vez quero ver se consigo diversificar um pouco mais. Como estou um pouco doente e com licença médica, talvez sobre mais tempo pra postar minhas milhares de fotos que tenho tirado nesses anos daqui, da Terra Santa e assim possa transmitir um pouco da cultura, dos costumes, das curiosidades e do dia-a-dia de Israel, dos israelenses e como nós os Olim Hadashim nos relacionamos a tudo isso.
Para aqueles que me honrarem com sua visita, amigos ou desconhecidos, muito obrigado e espero que gostem, comentem, critiquem e ajudem na construção desta proposta.
Um grande abraço a todos, direto de Israel.
P.S. Gravei esse vídeo no dia de Yom HaAtzmaut de 2007, num passeio que fiz com a Yeshivat Machon Meir. Estávamos nas colinas visinhas de Jerusalém, na saída para Tel Aviv, num ponto histórico, que foi palco das batalhas pela reconquista e liberação da Capital na Guerra da Independência. Uma visão panorâmica impressionante!
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