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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Chanukah - 5772

Este ano foi um ano especial no que se refere a Chanukah.


Desde um pouco antes do Rosh HaShanah, comecei a estudar com um novo Rabino que chegou aqui na minha cidade.
Ele veio a convite e suporte de uma família de amigos meus, olim de Sefarad, que o conheceram no período em que ele foi shaliach na Espanha. Família BenDahan.
Israelense, Rav Avraham Bukobza fala espanhol por ter trabalhado na Espanha, mas também trabalhou por três anos em Yohanesburgo, Africa do Sul.
Ao retornar a Israel, a família BenDahan o convidou para vir para o norte e iniciar um trabalho com olim de fala espanhola.
Assim, me interessei pelos shiurim do Rav. O legal é que a didática dele é tão boa e acessível, que mesmo em hebraico posso compreender bem, senão tudo o que fala.
Rav Bukobza é formado pela linha misrachi-haredí, com forte influência do Rav HaTzadik Mordechai Eliahu ZTz''l que também preza pelo estudo da Kabaláh.
Pela primeira vez  em minha vida de baal-tshuvah, me sento para estudar hassidut e kabaláh. Mudou completamente minha visão do judaísmo. O que antes era para mím um exagero, estremismo e fanatismo, passou a fazer sentido, lógica e a apelar para minhas convicções mais profundas.
Graças ao Kadosh Baruchu, hoje minha vida espiritual foi renovada. Novos caminhos foram descobertos e um novo sabor, uma nova cor, um novo aroma surgiu daquele mesmo judaísmo que eu já conhecia.
E assim foi com Chanukah.

Chanukah não é uma festa judaica com o mesmo peso da Páscoa (Pessach), Shavuot ou Sucot, estas festas bíblicas. Chanukah é uma festa de instituição rabínica, para comemorar e relembrar o milagre acontecido no período do domínio grego-sirío, com o levante e derrota dos exércitos estrangeiros pelos Macabeus, família de origem sacerdotal que encabeçou a rebelião e a expulsão dos helenistas.
Toda essa festa esta cercada de todo um contexto de fé (emunah), de perseverança, de confiança na Providência, no apego a verdade (emet) e aos mandamentos do Único, Bendito Seja.
Depois de mais de um mês de estudos aprofundizados no tema, como Halachot de Chanukah, e Massechet Shabath (21b -24a), aprendemos da importância de acender uma chanukiah (candelabro) com azeite de oliva, ao invés de outros tipos de óleos ou velas, da importância de ser preciso na ordem de acendimento e no tempo determinado pela halachah. Na relevância da Kavanah antes do acendimento e muitos outros pequenos detalhes que podem parecer irrelevantes, mas depois de conhecidos, só fazem aumentar a beleza e o significado da mitzvah.
Assim tive que correr com os preparativos para a festa, com a aquisição de uma bela e ornamentada chanukiah, dos apetrechos para as lâmpadas e a difícil tarefa de encontrar um verdadeiro 100% puro azeite de oliva, original israelense e com certificado especial numerado de procedência e pureza.
Chanukah é também conhecida em hebraico como a Festa das Luzes. E para terminar, algumas fotos que tirei da minha Chanukiah na janela, já que todo o propósito e fundamento da festa, é a divulgação do milagre!





segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Chanucá já Acabou!...


    Primeiro dia de Chanuká, onde se acende somente o "shamash" e a primeira vela.

Puxa vida! Como o tempo passa rápido.
Me lembro como se fosse hoje, tava comentando com um amigo que o outono já havia chegado. Era 21 de setembro, e a temperatura começava a baixar por aqui, pelos lados do Oriente Médio. Os dias estavam agradáveis, e as noites já começavam a esfriar. Tive que tirar uma manta de lã (presente de minha avó quando fiz minha aliá) para não passar frio durante a noite.
Pois bém, o tempo passou, e passou rápido e já chegamos a 21 de dezembro. Não sei se do ponto de vista astronômico hoje realmente é o dia do equinócio de inverno, mas pelo menos oficialmente (na folhinha), sempre foi. Quando via as "hadashot" agora a noite, a repórter comentou que estamos a 10 dias do fim do ano segundo o calendário "luazi", ou seja, do ano gregoriano. Apesar de não ter importância cultural em Israel, a passagem do ano laico é importante do ponto de vista comercial, porque as empresas, fábricas e negócios precisam se equiparar com seus sócios, fornecedores e filiais no resto do mundo. E como no mundo todo o ano comercial termina em dezembro e começa em janeiro, nós aqui em Israel não temos outra alternativa a não ser respeitar dois anos novos por ano, o nosso religioso judaico, e o ocidental, para questões financeiras.
De qualquer maneira dia 31/12 e 01/01 são dias normais e corriqueiros. Se não fosse pelo número de russos bêbados caídos pelas ruas e parques ( um grande número de russos comemora o ano novo, que me parece ser uma mistura de ano novo com natal e que eles chamam de Silvester), agente nem perceberia.
Os árabes cristãos também fazem um pouco de barulho, mas como as comunidades sempre estão bem isoladas umas das outras, também não vemos nada. Somente lá em Haifa, na cidade baixa, que possui uma comunidade grande de árabes cristãos e várias igrejas, se pode perceber pelas luzes, enfeites e árvores de natal que realmente estamos nesta época.

     Oitavo e último dia de Chanuká. Acendemos o "Shamash"(extrema esquerda) e as oito velas.


Pra mim, fica a saudade das sufganiot (espécie de pãozinho frito e recheado com geléia e coberto com açucar - no Brasil é chamado de sonho) e das levivot (bolinhos de batata com ervas fritos em óleo de oliva) e das velas da Chanukiá, que nos acompanharam durante oito dias e nos ajudaram a lembrar dos milagres que nosso D´s já fez por nós, e a reconhecer os milagres que ainda acontecem.