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domingo, 4 de março de 2012

O Livro de Ester - A Festa de Purim

Um resumo legal animado com massinha, com audio em hebraico e tradução em Português!



Uma das características marcantes da Festa de Purim é a leitura do Livro de Ester, ou em hebraico, Meguilat (Pergaminho) Ester.


Megillah Benedictions and Illuminations, Painting on Parchment, Italy, eighteenth century Hebraic Section, Library of Congress Photo).



Livro de Ester é um dos livros históricos do antigo testamento da Bíblia, vem depois do Livro de Neemias e antes do Livro de Jó. Possui 10 capítulos.
Conta como Ester, uma jovem judia entre os deportados, se tornou a rainha da Pérsia e como seu primo e tutor Mordekai/Mordoqueu descobriu um complô contra a vida do rei; como o Grão-vizir Haman (Amã) procurou liquidar os judeus; como Ester interveio, arriscando a própria vida; como Haman foi enforcado e os judeus autorizados a fazer um contra-Pogrom, cujo aniversário celebram com a festa dos Purim.
O título deriva do nome de seu principal personagem. Os judeus o chamam de Meghil-láth És-tér, ou simplesmente de o Meghil-láh, que significa "rolo", "rolo escrito", porque constitui para eles um rolo muito estimado.
Uma forte evidência da autenticidade do livro é a Festividade de Purim, ou de Sortes, comemorada pelos judeus até o dia de hoje; no seu aniversário, o livro inteiro é lido nas suas sinagogas. Diz-se que uma inscrição cuneiforme, evidentemente de Borsipa, menciona um oficial persa de nome Mardukâ (Mordecai?), que estava em Susa (Susã) no fim do reinado de Dario I ou no começo do reinado deXerxes I. — Zeitschrift für die alttestamentliche Wissenschaft (Revista de Ciência do Velho Testamento), 1940/41, Vol. 58, pp. 243, 244; 1942/43, Vol. 59, p. 219.
Livro de Ester está de pleno acordo com o restante das Escrituras e complementa os relatos de Esdras e de Neemias por contar o que aconteceu com o exilado povo de Deus na Pérsia.
Naquela época, Hamã, funcionário da corte, vira um homem de confiança de Assuero. Entretanto, ao recusar-se a prestar-lhe as honras que o rei havia decretado que lhe pertenciam,Mordecai ganha o ódio de Hamã que, daí em diante, decide destruir Mordecai e todo o seu povo. É neste contexto que Hamã consulta o Pur para decidir qual seria a melhor data para o extermínio dos judeus. Logo depois, Hamã vai até a presença do rei para convencê-lo do massacre, usando o falso argumento de que os judeus eram um grande povo que não respeitava os decretos do rei. O rei, então, é enganado, e lança o decreto (cujo texto só é encontrado na versão grega) para o extermínio dos judeus, que cairia no dia 13 de Adar, o duodécimo e último mês do calendário hebraico. É a partir daqui que se cria uma grande tensão.
Ester e Mordecai então começam a ficar desesperados, e fazem duas belíssimas orações a Deus, implorando pela vida do povo santo exilado (estas orações só se encontram na versão grega). Então, a rainha Ester, atendendo ao pedido de Mordecai, inicia a sua intervenção junto do rei onde pede pela sua vida e pela do seu povo, denunciando Hamã como o terrível inimigo. Num ato de desespero e durante a breve ausência de Assuero que se retirara por instantes, Hamã pede perdão a Ester e cai sobre ela no divã onde se esta se encontrava. Assuero, que entra nesse momento, imaginando que se tratava de uma tentativa de assédio, manda enforcar Hamã na forca que este preparara para Mordecai.
Um dado importante: as leis decretadas e seladas com o selo do rei não podiam ser revogadas. Por isso, Assuero dá a Mordecai e Ester liberdade para decretarem e selarem com o seu selo e em seu nome, uma lei que se possa opôr à primeira. Assim, é editada uma lei que indicava que todos os judeus do império deviam-se juntar no dia 13 de Adar (o mesmo dia em que estava decretado o extermínio dos judeus), e assim matar todos os que intentassem contra as suas vidas e as suas posses. A pedido de Ester, foi concedido mais um dia para que os judeus perseguissem e matassem os seus inimigos. Assim, nos dias 13 e 14 do mês de Adar, foram mortos, só em Susa, 800 homens e enforcados os dez filhos deHamã. Nas províncias restantes, o número de mortos chegou aos 75.000. No dia seguinte, este acontecimento foi celebrado com banquetes. (fonte: por pura preguiça, Wikipédia)

Música de Purim em Hebraico:





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Kabaláh Verdadeira.

Ainda me lembro de
quando estava no Brasil e de transitar pela Kehiláh ouvia aqui e alí sobre cursos de kabaláh, entrevistas com rabinos, professores, pesquisadores da mística judaica.
Se existe uma palavra que pode definir um dos meus aspectos internos, é "desconfiado". Meu primeiro rabino em Israel, ainda em Beer Sheva, rav Israel Wortzman já me havia alertado mais de uma vez sobre minha posição extremamente "defensiva" com relação ao mundo exterior. Fazer o que? As vezes um acaba se tornando aquilo que a vida produz. As mãos se tornam ásperas e grossas pelos calos abertos. Os ombros se tornam largos pelo peso carregado. A pele de tom moreno e resecada pela longa exposição ao sol... cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça! Já dizia o velho deitado!
Assim,  para mim parecia extranho que aqueles patrícios reformistas, conservadores ou liberais (com todas as implicações que os termos requerem), pudessem conhecer, entender e ainda mais ensinar algo de Kabaláh.
Não que eu fosse um entendido no assunto. E mesmo hoje não sou. Mas algo não parecia encaixar.
Quando eu lia algo sobre a história da Kabaláh, sobre suas origens, algo simplismente introdutório, mas suficiente para enterder a base.
Moshe Rabeino, Shmuel HaNavíh, Shlomo HaMelech, Ishayahu HaNavih, Eliahou Hanavih, Elisha Hanavih,  Izkyahu Hanavih, Rav Akiva, Rav Shim'on Bar Yochai, Arizal HaKadosh!  O que é que podemos encontrar de semelhante na vida destes homens, Homens com "H" mais do que maiúsculo, gigantes da Torah, da emunah, das mitzvot.
Esses nomes citados, e muitos outros de uma lista imensa, eram homens de uma fé e crença profundamente, perdoem-me pela expressão, "ORTODOXA"!. Quero dizer com isso, com uma aceitação total e completa da Torah Escrita e Oral. Tanto na sua veracidade como na sua literalidade. Para eles a Kabalah era a Causa Primordial de todo o judaísmo. Ela, a Kabalá, não vinha substituir a Torah, os Mandamentos, as Mitzvot, os Juízos, as Leis e os Rituais. A Kabalah sim vinha e vem emprestar, ou melhor, resgatar o verdadeiro e mais profundo e íntimo sentido de todas essas práticas e ensinamentos.
Sendo assim, como uma pessoa que renega a Torah na sua essência, ou seja, a sua autoria divina e inspirada e a sua atemporalidade pode dizer-se estudioso ou mestre de kabaláh?


Agora, porque de toda essa explanação de minha parte. Porque do assunto assim de repente?
Hoje foi um dia especial na minha vida. Como eu disse acima, sempre fui desconfiado, mas na questão da Kabaláh, não que não acreditasse, mas sempre duvidava das pessoas que se diziam conhecedoras da mesma. Afinal de contas dizer que se é Kabalista, não deixa de ser uma questão de status.


HaRav Ben Ish Hai, rabino, kabalista e jurista. Viveu a mais de 150 anos atrás em Bagdad.

Porém aqui em Israel a realidade é outra. Hoje, mais do que nunca, Israel se tornou o centro mundial do Judaísmo, retornando a sua origem de antes da destruição do Segundo Templo.
As únicas correntes aceitas pela grande maioria são as diversas ramificações e expressões da Ortodoxia, desde as mais atualizadas até as mais extremistas e isoladas. No entanto elas possuem uma coisa em comum que é a aceitação plena da Halachá, código de leis que regem a vida do judeu religioso, em todos os aspectos da sua vida cotidiana, mundana e espiritual. O que diverge entre os diversos grupos é a interpretação da Halachá e os costumes que cada grupo trouxe dos países onde estavam exilados.
Como já expliquei anteriormente, agora estou estudando com um rabino que é de um ramo misrachi-haredí, e por isso com forte influência da Mística. O legal que a base de nossos estudos são sempre a Mishnah, a Guemará e a Halacháh. O que estudamos de Kabaláh vem sempre como suporte para o anterior. A Kabalah fornece o Taâm que somente pode ser encontrado no mais profundo do PARDES, no Sod!
Por estarmos no período de Shovavim, esse é o melhor perído para a realização de uma série de "rituais" kabalísticos, como por exemplo o de Tikun Shovavim, que pode ser realizado de uma maneira a englobar varios tipos de Tikunin.
Isso nada mais é do que Kabalah prática!
Um dia de Tson! Minchah realizada segundo o ritual do Mekubal Hakadosh Rav Ben Ish Hai ZTZ'L, Tsedakah e muita, muita kavanot. Uma experiência inesquecível.
Somente tenho a agradecer ao Todo Poderoso por me conceder o privilégio através de Seu Chessed, de poder vir a conhecer, estudar, enternder e participar desse Judaísmo tão original, vivo, vibrante que é o Judaísmo em Israel.
"O POVO DE ISRAEL, NA TERRA DE ISRAEL, VIVENDO A TORAH DE ISRAEL, ENTREGUE A NÓS PELO TODO PODEROSO, ÚNICO E SOBERANO D´S DE ISRAEL".





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Chanukah - 5772

Este ano foi um ano especial no que se refere a Chanukah.


Desde um pouco antes do Rosh HaShanah, comecei a estudar com um novo Rabino que chegou aqui na minha cidade.
Ele veio a convite e suporte de uma família de amigos meus, olim de Sefarad, que o conheceram no período em que ele foi shaliach na Espanha. Família BenDahan.
Israelense, Rav Avraham Bukobza fala espanhol por ter trabalhado na Espanha, mas também trabalhou por três anos em Yohanesburgo, Africa do Sul.
Ao retornar a Israel, a família BenDahan o convidou para vir para o norte e iniciar um trabalho com olim de fala espanhola.
Assim, me interessei pelos shiurim do Rav. O legal é que a didática dele é tão boa e acessível, que mesmo em hebraico posso compreender bem, senão tudo o que fala.
Rav Bukobza é formado pela linha misrachi-haredí, com forte influência do Rav HaTzadik Mordechai Eliahu ZTz''l que também preza pelo estudo da Kabaláh.
Pela primeira vez  em minha vida de baal-tshuvah, me sento para estudar hassidut e kabaláh. Mudou completamente minha visão do judaísmo. O que antes era para mím um exagero, estremismo e fanatismo, passou a fazer sentido, lógica e a apelar para minhas convicções mais profundas.
Graças ao Kadosh Baruchu, hoje minha vida espiritual foi renovada. Novos caminhos foram descobertos e um novo sabor, uma nova cor, um novo aroma surgiu daquele mesmo judaísmo que eu já conhecia.
E assim foi com Chanukah.

Chanukah não é uma festa judaica com o mesmo peso da Páscoa (Pessach), Shavuot ou Sucot, estas festas bíblicas. Chanukah é uma festa de instituição rabínica, para comemorar e relembrar o milagre acontecido no período do domínio grego-sirío, com o levante e derrota dos exércitos estrangeiros pelos Macabeus, família de origem sacerdotal que encabeçou a rebelião e a expulsão dos helenistas.
Toda essa festa esta cercada de todo um contexto de fé (emunah), de perseverança, de confiança na Providência, no apego a verdade (emet) e aos mandamentos do Único, Bendito Seja.
Depois de mais de um mês de estudos aprofundizados no tema, como Halachot de Chanukah, e Massechet Shabath (21b -24a), aprendemos da importância de acender uma chanukiah (candelabro) com azeite de oliva, ao invés de outros tipos de óleos ou velas, da importância de ser preciso na ordem de acendimento e no tempo determinado pela halachah. Na relevância da Kavanah antes do acendimento e muitos outros pequenos detalhes que podem parecer irrelevantes, mas depois de conhecidos, só fazem aumentar a beleza e o significado da mitzvah.
Assim tive que correr com os preparativos para a festa, com a aquisição de uma bela e ornamentada chanukiah, dos apetrechos para as lâmpadas e a difícil tarefa de encontrar um verdadeiro 100% puro azeite de oliva, original israelense e com certificado especial numerado de procedência e pureza.
Chanukah é também conhecida em hebraico como a Festa das Luzes. E para terminar, algumas fotos que tirei da minha Chanukiah na janela, já que todo o propósito e fundamento da festa, é a divulgação do milagre!





sexta-feira, 22 de julho de 2011

Narcisos נרקיסים




Em dias tão escuros, somente um narciso (נרקיס) para iluminar um pouquinho a "minha triste, escura e funda" vida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Luz de Teus Olhos

Vou reproduzir aqui um texto de Lucki Moshe  que foi publicado no "Aurora Digital". O Texto trata do problema do abuso sexual sob a luz da Torá. Ótimo texto.
Publicado 27/02/2011
LA LUZ DE TUS OJOS
En los días y semanas recientes, los medios de comunicación han estado inundados de acusaciones, evidencias, juicios y sentencias, todos girando en torno a varios actos de abuso. Ya sea el autor una figura religiosa, una estrella de rock u alguna otra persona con poder, en todos esos casos nos entristecemos y horrorizamos por las inocentes víctimas que han sido atacadas.

Dependiendo de la sociedad, ciertos comportamientos, acciones y relaciones son considerados apropiados, mientras que otros no. Una vez que una sociedad determina que algo es abusivo o degradante, entonces se considera incorrecto tanto moralmente como legalmente. Entonces lo que es correcto o incorrecto se convierte en reglas subjetivas, basadas solamente en lo que otros consideran correcto o incorrecto en cualquier momento.

Históricamente, y continuando en el presente, es impactante cómo las mismas acciones pueden influenciar de un lago del espectro en donde son queridas, al otro lado, en donde son horribles y destructivas.

La mayoría de la gente está de acuerdo con que un hermano nunca puede casarse con una hermana. Al ser que nuestra sociedad ha clasificado dicha relación como perversa, no desafiamos para permitirla. ¿Pero qué habría si nuestra sociedad no hubiera tenido problema con esto? ¿Qué hubiera sucedido si hubiera sido aceptado casarse con un hermano, como era en el caso del Egipto de los Faraones? ¿En tal caso, sería súbitamente correcto? En la época Griega, no solo era aceptable, sino que se incentivaba a los hombres mayores a mantener relaciones con chicos (varones) jóvenes pre púberes. No era visto como un abuso. Era visto como una forma normal con la que hombres y niños varones interactuaban.
Hasta hace poco, cuando ciertas leyes se crearon para proteger a la mujer, no había tal cosa como un hombre culpable de violar a su esposa. Siendo que los dos estaban legalmente casados, el gobierno asumía que el hombre estaba en su derecho de mantener relaciones con su esposa, incluso si ella no lo quisiera.

Sin embargo, la Torá tiene una descripción definida bien clara sobre las relaciones que están permitidas, y las que están prohibidas. En algunos de estos casos, puede llegar a ser difícil entenderlos a primera vista. ¿Por qué es que uno es un acto de amor mientras que otro es una abominación? Nuestro problema generalmente surge del hecho que estamos forzando nuestras opiniones y definiciones de correcto vs. incorrecto, moral vs. inmoral, en la Torá. Pero la Torá, no se reduce a nuestras ideas cambiantes. Las definiciones de la Torá no van de acuerdo a lo que en nuestra sociedad es considerado aceptable.
Por ejemplo, entre las prohibiciones, la Torá nos enseña que un hombre no puede casarse con ciertos parientes cercanos, con las ex esposas de ciertos parientes cercanos, una mujer que no ha sido divorciada correctamente de su ex marido, con la hija o nieta de su ex mujer, o con la hermana de su ex mujer durante la vida de su ex mujer.

Estas relaciones no están prohibidas porque son consideradas sobrenaturales. En la sociedad de hoy en día, a muchos les gusta discutir que si algo es natural, y es un deseo innato, entonces debería estar permitido. La Torá nunca niega que uno pueda tener una tendencia o deseo hacia algo prohibido. Es más, todo lo contrario: la razón por la cual hay una prohibición es porque la Torá reconoce que alguna gente pueda tener ese deseo natural hacia tal acción, pero ya que es incorrecta y destructiva, hay una ley que lo prohíbe.

La Torá es extremadamente sensible a todo contacto e interacción entre los sexos. Hay numerosas leyes prohibiendo situaciones en las que un hombre y mujer no pueden estar solos juntos, esto también se aplica a adultos con niños, en donde no se trata de padre e hijo. Más aún, no hay permiso de ningún contacto físico entre cualquier hombre o mujer que no estén casados, u hombre con niña, o mujer con niño.

Para muchos, estas leyes pueden parecer extremas e innecesarias. ¿Cómo puede ser que una niña de primer grado no pueda abrazar al padre de su mejor amiga, o que dos adultos co trabajadores del sexo opuesto no puedan trabajar solos en una oficina para terminar un proyecto importante?
Y aún así, leemos en las noticias, cuántas terribles tragedias pudieron haber sido evitadas si alguien más hubiera estado alrededor. ¿Cuántos pequeños niños y niñas han sido aterrorizados por el abuso de adultos que eran confiables para otros? ¿Con qué frecuencia escuchamos de “cita-violación” y otros terribles ataques en donde una mujer estaba sola con alguien que ella conocía y no temía?

Estas leyes son dobles. Existen para protegernos de los otros y para protegernos de nosotros mismos. Existen porque la Torá sabe, que el tocarse físicamente y la cercanía crecen. La Torá sabe que la sexualidad es increíblemente poderosa. La Torá no ve estas verdades como negativas, sino como fuerzas intrínsecas positivas. La Torá quiere que nosotros queramos crear un lazo y conectarnos con el otro íntimamente. Pero La Torá quiere asegurar que hay, un dador activo y un receptor activo. La Torá quiere asegurar que ambos compañeros están comprometidos en una relación de casamiento en donde su intimidad física es paralela a su lazo espiritual y emocional, y que a través de su amor ellos crearán una unión permanente de su amor y de su relación.

Nuestro primer mandamiento en la Torá es ser fructíferos y multiplicarnos. Nuestra primera Mitzvá es sobre mantener relaciones físicas. Y sin embargo, por su capacidad de ser tan sagrada, tiene la habilidad de convertirse en el acto más impío que hay. La procreación es la forma humana más cercana de emular a nuestro Creador. Así como Él creó el mundo, también nosotros cuando tenemos hijos, en un nivel microcósmico, creamos.

Se nos enseña que una de las únicas características que diferencian a un humano de un animal es nuestra habilidad de tener “Deá vedibur”, entendimiento y habla. Y la Torá hace referencia a las relaciones maritales como “conocimiento” (“Y Adán conoció a su esposa Javá” Génesis 4:1). Las relaciones se entienden como la habilidad de tomar el aspecto más profundo y esencial de uno mismo, y transmitírselo a otro para poder crear una nueva realidad y una representación física del amor de la pareja. Se nos enseña que cada vez que un hombre y una mujer mantienen relaciones en el contexto de un matrimonio divinamente sancionado, se crean almas por medio de su intimidad. A veces esas almas entran en cuerpos físicos, y otras veces permanecen espirituales, pero cada unión íntima crea almas.
Por el poder que tiene la sexualidad, incluso dentro del contexto de un matrimonio, hay circunstancias en las que una pareja tiene prohibido el acercamiento físico. En adición a las veces en las que una pareja se separa por las leyes de pureza familiar, hay otras tres veces en donde la Torá dice que una pareja no puede estar junta. 1) Si uno de ellos está borracho. 2) Si la pareja decidió divorciarse. 3) Si alguno de ellos está pensando en otra persona. Estas tres restricciones nos muestran que para que una pareja pueda mantener relaciones, la mente, corazón, cuerpo y alma deben estar unidos y conectados uno con el otro. Si alguna parte, ya sea física, mental o espiritual, no está en el lugar, entonces lo físico no debería de ocurrir.

Las relaciones físicas están prohibidas en este caso porque para poder crear, ambas personas deben estar completamente conscientes y deseosos de compartir su amor uno con el otro. Si el deseo de relacionarse físicamente surge por algo que no sea este propósito, entonces es el animal dentro de cada uno que busca gratificarse, y aunque los cuerpos estén conectados, el acto causará una grieta y separación entre ambos.
Esta dualidad puede ser vista en la palabra hebrea “Jaia”. “Jaia” significa tanto “vida” como “Animal”. La forma en cómo vivimos y la forma en cómo podemos crear vida es a través del amor y la unión de un ser humano con el otro. Pero cuando usamos nuestro físico no para crear sino para destruir, entonces no somos más humanos, no somos más seres vivos. Es ahí cuando nos convertimos en animales, algo que no piensa, no habla, sólo actúa por su propia gratificación, placer y deseo.
Cuando lo físico es mal usado o abusado, los resultados son increíblemente potentes en las formas más negativas. Aprovecharse de otro ser humano, forzarse a uno mismo cuando no quiere, es la forma más grande e intrusa de violación. En este tipo de situación, hay solo una persona que es el dador y el receptor. El abusador da, pero lo hace para su propia satisfacción y placer, por la tanto, él o ella es el único receptor también. La persona que está siendo aprovechada no es un receptáculo, no es parte de la relación, sino que se convierte en un objeto. Todo momento en el que ambos no están eligiendo a consciencia ni deseando la intimidad, y todo momento en el que la intimidad no es una expresión de amor dentro del contexto de la unión marital, la Torá nos enseña que las motivaciones son incorrectas y destructivas. Si la meta de las relaciones físicas no es crear una unión irrompible ni es una representación de amor que se comparte entre el hombre y la mujer, si no es amor lo que se expresa en ese momento sino que el amor es motivado por el contacto físico, entonces es una humillación más que un cumplimiento, de nuestro mayor poder Divino.
Las leyes intricadas de la Torá con respecto a la sexualidad, matrimonio y relaciones, intentan enseñarnos qué tan poderosos y sagrados pueden ser nuestros cuerpos. Estas leyes tienen la intención de hacernos recordar que somos humanos, y porque somos humanos, en todo lo que hacemos, tenemos elección. Y esa elección es reducirnos a nosotros mismos en un animal de la jungla, o elevarnos al Creador que nos dio vida. Cuando actuamos Divinamente, somos un “nefesh Jaia”, un “alma viviente”; cuando no lo hacemos, somos solo una Jaia, una bestia.
LA LUZ QUE DI-OS creó el primer día de la creación fue muy especial y diferente de la luz que utilizamos a diario. La que conocemos fue creada el cuarto día, cuando Di-os hizo el sol, la luna y las estrellas. El Creador ocultó la luz del primer día la cual recibe el nombre de Or HaGanuz (Luz Oculta-en su Torah-).



sábado, 19 de junho de 2010

A Reza Judaica e suas Belezas III

Como eu já havia comentado aqui anteriormente, a reza judaica tem suas peculiaridades e belezas! Ao contrario das acusações de muitos cristãos, o judeu não é em si nem prepotente e nem auto-suficiente. Sua relação com o Eterno não está baseada no mérito e na justiça própria, mas sim na Bondade e Misericórdia Divina.
Isto pode ser visto nessa pequena passagem da reza matutina de shabath (sábado), que aparece logo após a Akedát Itzahak (trecho que relata o "Sacrifício de Isaac").
O trecho que vou transcrever pertence ao "Sidur Completo", edição tradução e transliteração sob direção do Jairo Fridlin.

Leolam - Sempre deve o homem temer a D´s, quer intimamente, como em público, confessar a verdade e reconhecer a verdade no íntimo de seu coração, e madrugar e dizer:
Ribón _"Soberano dos mundos e Senhor dos Senhores!Não é confiando em nossos atos de justiça que apresentamos a Ti nossas súplicas, e sim na Tua infinita misericórdia. Que somos nós?Que é a nossa vida?que é nossa benignidade?Que é a nossa justiça?Que é a nossa salvação? Que é a nossa força?Que é o nosso vigor? Que podemos dizer em Tua presença, Eterno, nosso D´s e D´s de nossos pais?Certamente são como nada os maiores heróis diante de Ti, e os homens de fama como se não existissem: e os sábios, como se não tivessem saber, e os inteligentes como se não tivessem entendimento: porque a maior parte de nossos feitos é vâ, e os dias da nossa vida, vaidade são dinte de Ti: a superiodidade do homem sobre o animal é nula porque tudo e vaidade, exceto a alma pura que está destinada a prestar Juízo e contas ante o Trono da Tua Glória. Todas as nações são nada diante de Ti, pois assim foi dito "Eis que as nações são como a gota que cai do balde, e como o pó miúdo da balança são consideradas: eis que (Ele) levanta as ilhas como coisas insignificantes". 

 Na sequência, o vídeo com a letra em hebraico de uma outra linda reza judaica, O "Anah Bekhoach"!


terça-feira, 15 de junho de 2010

A Reza Judaica e Suas Belezas II



Exaltado e santificado seja seu grande Nome, amém.
Neste mundo de Sua criação que criou conforme a Sua vontade; chegue seu reino cedo, germine a salvação e aproxime-se a chegada do Mesías, amém.
Em vossa vida, e em vossos dias e em vida de toda a casa de Israel, cedo e em tempo próximo e digam Amém.
Bendito seja Seu grande Nome para sempre, por toda a eternidade; seja bendito, elogiado, glorificado, exaltado, engrandecido, magnificado, enaltecido e louvado Seu santísimo Nome (Amém), acima de todas as bênçãos, dos cánticos, dos louvores e consolos que podem se expressar no mundo, e digam: Amém.
Desça do Céu uma paz grande, vida, abundância, salvação, consolo, libertação, saúde, redenção, perdão, expiación, amplitude e liberdade, para nós e para todo Seu povo Israel, e digam: Amém. (Amém)
O que estabelece a harmonia em Suas alturas, nos dê com suas piedades paz a nós e a todo o povo de Israel, e digam: Amém. (Amém)
O Kadish é uma reza muito antiga da liturgia judaica. Talvez a mais antiga que se tenha conhecimento e que esteja em uso até hoje.
O trecho do Kadish é recitado entre as diversas partes da reza, e também para encerrar uma reza específica. Nesse caso os "enlutados" costumam dirigir a recitação do Kadish, que é realizado em grupo e na presença de um minian (coro mínimo de dez homens que formam a assembléia).
Até hoje eu não havia me preocupado muito com o Kadish, uma vez que somente necessitava responder os "amém". Porém com a morte do meu amigo Diego, e com a ausencia de parentes próximos para  cumprir com o dever da recitação, me ofereci aos nossos rabinos de Beer Sheva para realizar a recitação anual em favor da elevação da alma do meu amigo. Assim passei de mero expectador a partícipe ativo. A pronúncia é um pouco difícil, uma vez que não esta escrito em hebraico, mas sim em aramaico e principalmente a variação conhecida como Kadish DeRabanan, que possui um acréscimo grande e de palavras difíceis. 
Porém do lado espiritual, o Kadish é muito lindo e bonito. Ele tem a função de nos lembrar que devemos aceitar ao Eterno não somente nas horas boas e agradáveis, mas sim em todas as horas, até mesmo naquela que é a mais difícil de todas, na perda de um ente querido. E relembra a função básica do homem enquanto vivo, o serviço de D´s!